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Trabalhista

Horas extras não pagas: como provar, quanto valem e até quando dá para cobrar

30 de outubro de 2026 · 2 min de leitura · Bruno Riedel · OAB/CE 42.991

Trabalhou além do horário e não recebeu? Veja o que a lei diz e como a prova costuma ser discutida.

O que a lei prevê

  • Jornada normal de até 8 horas por dia e 44 por semana (Constituição, art. 7º, XIII).
  • Hora extra paga com adicional de, no mínimo, 50% (art. 7º, XVI).
  • Em regra, no máximo 2 horas extras por dia (CLT, art. 59).

Banco de horas

Pode haver compensação em vez de pagamento, mas com regras formais: acordo escrito, individual ou coletivo, e prazo para compensar. Banco de horas sem acordo ou que nunca zera costuma gerar discussão.

Como se prova a jornada

  • Empresas com mais de 20 empregados devem manter controle de ponto (CLT, art. 74).
  • Se a empresa tem o dever de registrar e não apresenta os cartões, a Súmula 338 do TST admite presunção a favor da jornada que o empregado alega, podendo ser contrariada por outras provas.

Outras provas úteis: mensagens e e-mails com horário, registros de acesso, escalas e testemunhas.

Quem fica de fora

Algumas funções, como certos cargos de gestão e o trabalho externo incompatível com controle de horário, podem estar fora da regra de horas extras (CLT, art. 62). Mas o nome do cargo não resolve sozinho. A realidade da função importa.

Até quando cobrar

O prazo é de 2 anos após o fim do contrato, com cobrança dos 5 anos anteriores (Constituição, art. 7º, XXIX).

Para as empresas

  • Mantenha controle de jornada confiável.
  • Pague as horas extras corretamente, com reflexos.
  • Revise acordos de banco de horas.

Perguntas rápidas

Quanto vale a hora extra?
Tem adicional de, no mínimo, 50% sobre a hora normal (Constituição, art. 7º, XVI).
Como provar horas extras sem cartão de ponto?
Com mensagens e e-mails com horário, registros de acesso, escalas e testemunhas. Empresas com mais de 20 empregados devem manter controle de ponto.
O banco de horas é permitido?
Sim, com regras formais: acordo escrito, individual ou coletivo, e prazo para compensar. Banco de horas sem acordo ou que nunca zera costuma gerar discussão.